quarta-feira, 27 de junho de 2012

Insônia sacode.
A hora que chega é a hora que falta.
Muitos pensamentos, anunciando a ansiedade que existe.
A inquietação que faz bem, faz mal também.
Nem música, nem silêncio.
O corpo está calmo, porém dentro tudo a mil.
Se você soubesse que na maioria das vezes é assim...
Talvez entendesse o que é tristeza.
O meu problema é sentir muito.
É quase talento.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

estranho é pensar no agora lembrando do que já aconteceu
estranho é lembrar o que aconteceu pensar em não repetir no futuro e ainda sim querer viver no agora.

terça-feira, 14 de junho de 2011

12.06

mal sabe ele que foi o domingo mais feliz...
por que não existe vontade de viver outra verdade
que não seja aquela que o nosso amor cabe.

terça-feira, 17 de maio de 2011

para viver

eu queria um amor
daqueles que tira o fôlego, que entrega flores 
abre o peito e beija com vontade...
queria sentir cheiros de paixão nas esquinas
para saber que pode ser leve e doce
E no vento ter aquele cabelo que voa mas não embaraça nem perde o cheiro
queria que a bicicleta me levasse onde meus pensamentos podem chegar
e ai num passeio iria contornando minha razão... ou não.
queria ter aquele avô que fuma cachimbo e conta histórias de um tempo que não vivi
que sente minha falta quando eu vou embora e quando me recebe vem com o melhor bolo fofinho pra tomarmos um café juntos...
queria essa história numa casa de campo com uma cadeira de balanço
cheiro de grama e chuva no fim de tarde
um cachorro na varanda fugindo da água e aquele rapaz com olhar inocente
queria meus sonhos numa caixinha de música
para poder reve-los e não esquecer
são meus



quinta-feira, 28 de abril de 2011

e nasce da onde tiver que nascer... assim como uma imposição.

nada más

Sinto cheiro de café, está na hora de despertar.. permaneço imóvel até que me recorde totalmente do meu sonho, onde estou, que dia é hoje. A luz do sol insiste em entrar quando o vento faz a cortina balançar. Fico na dúvida se o cheiro é do vizinho, uma vez que me deixou sozinha. Abro os olhos... é difícil aceitar que não está mais aqui. Entre o ser e o parecer, sinto como que vivo num sonho dentro de outros sonhos. Não sei o que é real. A dor se faz presente e talvez isso me indique que vivo a realidade, porém se ao menos tivesse certeza de que os personagens todos mudaram de cena, seria mais coerente seguir outra história. 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

No me gustan las incertidumbres


as piores sensações me assolam
sinto abandono
sinto vazio.
esqueço como voltar 
esqueço de mim.
cuida de mim. eu quero que cuide de mim.
com seu abraço me sinto querida, fico feliz.
cuida de mim. 
cuida.
a cabeça não funciona direito.
perco freio, não me reconheço.
ando cambaleando
procurando paz
alguma lembrança sua 
(em mim)
enxergo o erro, tento o perdão.
sinto vergonha do que me torno
não sou eu. 
ou sou eu também.
não quero. não vou.
sigo ferindo e exterminando o que mais prezo
sem dor, com amor.
cuida de mim porque eu quero cuidar de você.
amar o amor com amor sem dor.
amor eu amo. amor eu te amo.

terça-feira, 15 de março de 2011

imparável

é uma força brutal impossível de separar que parece atrair sempre nossos corpos na direção um do outro estranho pensar que conseguimos as vezes nos afastar mas quando nos distraímos estamos lá novamente e extremamente grudados sempre conectados é difícil entender como que duas pessoas com personalidades tão diferentes conseguem ser tão impulsivas e apaixonadas me pergunto se existe amor muitas vezes sinto como se estivesse numa experiência para ver quanto tempo consigo ficar longe se é essa necessidade louca de não perder ou ter ou se realmente sou louca por você.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Eu engasgo. Só de pensar em te encontrar, regurgito meu coração. Misturo ciúmes, posse, amor, paixão e uma vontade louca de nunca mais desgrudar. Oh! somos todos assim, uns mais na superfície outros mais profundos. Todos vamos morrer um dia, e esse pensamento latente desperta paixão em viver. Quem poderia dizer com sinceridade que morreria agora? Ninguém está satisfeito, sucesso é mentira.

quarta-feira, 2 de março de 2011

ao acaso

saí sem vontade de olhar para trás. hoje era meu, tudo meu. Segui uma pessoa qualquer na rua e aos poucos estava sendo levada. Passei por lugares que tinha esquecido, voltei na memória tentando criar novas lembranças. Aos poucos fui me encantando com tudo e me perdi... Me entreguei ao acaso mas você não deixa os meus pensamentos. Te vejo em sombras, em pessoas sem rosto e ofusco meus planos. Quando me perco te encontro, quando te encontro me perco, de novo. Assim, como em nuvens e névoa. Que o acaso que me carregue...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

eu não sei por onde começar.
eunãoseiporondecomeçar.

e agora?

Volta. Vem viver outra vez, outra mesma história, ao meu lado.
mundo real, eu não gosto de você.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

essa cidade não me pertence mais
perdi os encontros na esquina
os goles na calçada
a areia que queima o pé...

essa cidade não é minha.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Retorno dos anéis

Contorno no retorno...
4° ciclo, 28.
Novo de novo para o belo mais belo.
Só quero um ano bom, muito bom.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

no meio do caminho

Por mais lúcida que eu esteja você domina minha consciência a ponto de me fazer esquecer. Estava comprando chocolate, na fileira ao lado senti um cheiro... Carregada, fui até lá. Era seu perfume em outro homem. Esqueci meu propósito. Hipnotizada, fui para as lembranças como que raptada. Senti saudades. Lembrei do nosso amor. Voltei sem chocolate.

quinta feira

Dessa vez você não vai mais para longe. Foi a última coisa que escutei dos seus lábios sussurrando no meu ouvido querendo que eu escutasse e não prestasse a atenção porque você se ocupava em me dar prazer em todas as partes do meu corpo. Beijando. Acariciando. Tocando... Não imaginei que aquele momento se tornaria nossa última lembrança nem pensei que pudesse se tornar triste ou eu me tornar triste ao lembrar de você me amando. Até hoje tomo café sentindo cheiro de quintas feiras possíveis de um encontro. Deito na minha cama com a janela aberta para o vento me resfriar para que então eu fique presa naquela cama... Imagino que um dia vou conseguir voltar no tempo. Tento ou esqueço que vivi aqueles dias doces de amor. Esse amor que machuca e não parece real. Morreu. E eu viúva de um amor semi vivido procuro cinzas, vestígios e pistas para ter certeza de que morreu. Ou aconteceu. Deixe nos ir.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

transborda

Nada poderia ser descrito com um só adjetivo, porque transborda. Disse que desse jeito eu iria até o japão andando ou de carona, e você riu completando dizendo sobre minha tendência para aventuras. Seria eterno se não fosse paixão. Lindo se fosse o verdadeiro amor. Mas era isso, um grande encontro.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

desagrado

saí do metro com tanta pressa a ponto de subir a escadaria sem parar apesar daquela mala pesada e mochila nas costas tudo que queria era me afastar rápido daquela cena grotesca e irreparável que tinha presenciado a poucos quilômetros dali e quando você me olha e diz que entendo tudo errado me pergunto se existe distorção a esse ponto ou você simplesmente é mau com essa sua cara de quem adora agradar a todos esquece quem é sem ao menos lembrar de momentos lúcidos e belos me rasga o peito me fazendo ouvir sussurros alheios de uma qualquer na sua cama sim aquela jamais seria minha cama novamente não posso me imaginar numa situação tão deplorável a ponto de dividir a cama com um gozo que não é meu ou para mim esse tipo de coisa certamente não passa numa cabeça oca limitada a desejos primitivos por qualquer outro cheiro feminino aquele detalhe que sempre te lembrei foi e continua sendo fundamental quando você o fizer terá quem quiser aos seus pés seja seletivo tudo tem um porque eu saio hoje da sua vida porque sinto desgosto.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

28

Subia as escadas correndo tentando no meio daquela excitação me controlar. Te encontrar naquela noite não estava nos planos e você me surpreende quando paga a conta pega os vinhos me puxa pela mão e me tira os sentidos. Totalmente fora de sentido. Mostrando que o tempo para nós não existe é nosso. E então você corria atrás de mim. Eu nervosa para você logo chegar confusa para me entregar. Aos poucos vou sentindo seu cheiro e de uma vez só você me leva me eleva me tira do mundo com aquele beijo. Aquele beijo que eu tinha guardado na parte de trás da minha nuca guardado numa memória não acessada a tempos guardado na parte mais especial da minha vida por debaixo de toda a nova rotina. Durante aquele beijo eu larguei tudo que conquistei nesse tempo e voltei a ser como sempre fui e tinha me esquecido. Meus pés mal tocavam o chão meu sapato já tinha saido do pé e encostava naquele ladrilho gelado era o único ponto gelado em mim. Daquele momento ofegante numa mistura de tesão com felicidade já não existia silencio você berrava dentro de mim. O elevador mudou de andar nos chamando a atenção voltamos a subir os degraus até meu apartamento. Lá estava você no mundo que criei sem você de novo comigo para sempre comigo. Mesmo sem saber me carregou até a cama minhas pernas trêmulas em torno do seu quadril escorregavam de vontade. Fez em mim o que melhor sabia fazer fui longe delirei voltei. Tomamos vinho com cigarro de janelas abertas como se frio não existisse naquele quarto. Adormeci contando os pelos do seu peito que sempre soube quantos eram. Amanheci doente de paixão.